Casa do MOBON celebra 47 anos a serviço da evangelização

[Denilson Mariano]

Inaugurada em 11 de março de 1979, em Dom Cavati (MG), a Casa do MOBON tornou-se um importante centro de formação bíblica e pastoral, contribuindo para a missão evangelizadora da Diocese de Caratinga e da Igreja no Brasil.

No dia 11 de março de 2026, a Casa do MOBON – Movimento da Boa Nova, em Dom Cavati (MG), celebra 47 anos de sua inauguração, reafirmando sua vocação como espaço de formação e animação missionária a serviço da Igreja. Desde sua fundação, a casa se consolidou como um verdadeiro centro de encontros, cursos e experiências comunitárias voltadas à formação de lideranças leigas e à vivência da Palavra de Deus nas comunidades.

A construção da Casa do MOBON aconteceu ao longo de 1978, fruto da colaboração generosa de inúmeras comunidades e paróquias da região, que contribuíram com doações e mutirões de trabalho. Sua inauguração ocorreu em 11 de março de 1979, marcando o início de uma nova etapa para a caminhada evangelizadora do movimento. Desde então, o espaço foi pensado como lugar de encontro do povo com a Palavra de Deus e de formação de animadores e animadoras de comunidades, especialmente nas áreas rurais.

Um serviço fecundo na Diocese de Caratinga

Ao longo dessas quase cinco décadas, a Casa do MOBON prestou relevantes serviços à Diocese de Caratinga e a diversas regiões de Minas Gerais e do Brasil. Por meio de cursos bíblicos, encontros pastorais e iniciativas formativas, milhares de leigos e leigas passaram por esse espaço para aprofundar a fé e fortalecer o compromisso com suas comunidades. A formação oferecida pelo movimento tem contribuído para o surgimento e a consolidação de lideranças comprometidas com a evangelização, a vida comunitária e a transformação social inspirada pelo Evangelho.

A própria história do MOBON revela um processo de amadurecimento pastoral. O trabalho que hoje recebe o nome de Movimento da Boa Nova nasceu anteriormente como MAPE – Movimento de Apostolado dos Pioneiros do Evangelho, tendo evoluído ao longo das décadas e assumido diferentes configurações até consolidar-se como MOBON a partir da criação da Casa de Cursos em Dom Cavati.

Animação bíblica e compromisso com a missão

Fiel à inspiração do Concílio Vaticano II e à caminhada da Igreja na América Latina, o MOBON se dedica especialmente à animação bíblica da vida e da pastoral, promovendo a leitura orante e popular das Escrituras e incentivando a participação ativa dos leigos e leigas na missão da Igreja. A centralidade da Palavra de Deus e a formação de comunidades vivas, solidárias e missionárias continuam sendo os pilares da sua atuação.

Nesse sentido, a Casa do MOBON tornou-se um espaço privilegiado para cursos ligados à Campanha da Fraternidade, ao Mês da Bíblia, à formação de lideranças comunitárias e à reflexão pastoral em sintonia com a Igreja do Brasil.

Comunhão com a Igreja do Brasil

Nos últimos anos, o MOBON também deu novos passos de integração com as iniciativas eclesiais nacionais. Destaca-se sua filiação ao Conselho Nacional do Laicato do Brasil (CNLB), reforçando a participação do movimento no conjunto das organizações laicais do país. Além disso, sua atuação está em sintonia com o Serviço de Animação Bíblica da Vida e da Pastoral, fortalecendo o compromisso de colocar a Palavra de Deus no centro da vida das comunidades.

Essa comunhão com a Igreja do Brasil confirma a identidade do MOBON: um movimento profundamente enraizado nas comunidades e comprometido com a missão evangelizadora do laicato.

Um lugar que continua gerando vida

Celebrar os 47 anos da Casa do MOBON é fazer memória de uma caminhada marcada pela fé do povo, pelo protagonismo dos leigos e leigas e pela confiança na força transformadora da Palavra de Deus. Ao longo de décadas, esse espaço simples e acolhedor tornou-se um verdadeiro fermento evangelizador, ajudando a formar discípulos missionários comprometidos com a vida das comunidades e com a construção de uma Igreja cada vez mais sinodal, missionária e profética.

Alípio:

Meu desejo e esperança é que esse trabalho do MOBON não morra. É o que eu peço todos os dias. Assim como Maria, nas Bodas de Caná, sentiu a falta do vinho, faço a prece para que Nossa Senhora fale com Jesus desta falta de vinho que é de gente com vontade, com disposição e seriedade, que queira trabalhar na evangelização. Tenho fé e esperança de que esse trabalho vai crescer ainda mais e vai aparecer essa gente nova. […] Que esse Movimento não pare! Que esse ‘fazer discípulos’ faça do MOBON um grande lutador nesse sentido, como Santa Terezinha: ‘ vamos continuar fazendo o bem do céu aqui na terra’. Que este trabalho de evangelização não pare, seja da forma como acontece hoje, seja em novos meios ou em novos espaços como pela internet, nas redes sociais, mas que não pare.

João Resende:

Uai, esses 40 (agora 47) anos diz muitas coisas. Entre elas, diz que a gente deve juntar: leigo e Bíblia – Bíblia e leigo. Quando essa dupla dá as mãos, nada embarranca. Quando o leigo assume a Bíblia e ela é vivida, interpretada, relida pelo leigo, a partir de sua realidade, gera uma força tão grande que garante o futuro de um bom trabalho de evangelização. É o leigo abraçando a Bíblia e a Bíblia abraçando o leigo, o meu sonho é que essa dinâmica perdure até à eternidade.

Alípio, Mariano e João Resende.

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